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16/11/2018

NOTA DE REPÚDIO DO SETRANSDUC


Incêndios a ônibus ameaçam a população

O SETRANSDUC – Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários em Duque de Caxias e Magé – repudia mais um ônibus incendiado da empresa TREL, em Gramacho, no último fim de semana. Com esse ônibus, já foram seis ônibus queimados na Baixada Fluminense em apenas um fim de semana. Depois da capital, Duque de Caxias é o segundo município em número de ônibus registrados, com 30 casos desde 2016. Magé é a 4ª cidade, com 16 casos. No estado todo, foram 183 veículos incendiados desde 2016. O dado mais assustador é o aumento do número de casos de incêndios de 114% de 2016 para 2017.
O Sindicato alerta as autoridades policiais e a sociedade para as ameaças que essas práticas criminosas representam, colocando em risco a integridade física e a vida das pessoas, especialmente profissionais rodoviários e usuários do sistema de transporte público. Além disso, destroem o patrimônio das empresas e prejudicam a população que depende do serviço de transporte para se locomover nas cidades e passa a sentir-se insegura ao utilizar os ônibus. Nesse último episódio, os criminosos chegaram a impedir o desembarque dos passageiros, o que acabou provocando lesões em 15 pessoas.
Há também a dificuldade das empresas para repor o veículo à frota. Como não existe seguro contra incêndio, as empresas de ônibus precisam arcar com o custo de reposição de um ônibus, que é de cerca de R$ 450 mil, levando em consideração que a maioria dos ônibus incendiados é climatizado. Com a grave crise econômica que atingiu o país e que resultou na queda do volume de passageiros transportados, as empresas perderam a capacidade de investimento. Diante desse cenário, a empresa pode levar até seis meses para repor o veículo, incluindo prazo para compra, fabricação e entrega dos ônibus.
As empresas não têm como evitar esses incêndios e por isso conclamam as novas autoridades constituídas a partir de janeiro de 2019 para a adoção de medidas mais rigorosas para conter estas ações criminosas, que acontecem toda vez que há uma ação da polícia contra o crime organizado.

 


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