Logo

Notícias

Home » Noticias » Mulheres ocupam cada vez mais espaço no transporte

25/10/2019

Mulheres ocupam cada vez mais espaço no transporte


As empresas de ônibus associadas ao SETRANSDUC estão, cada vez mais, abrindo espaço para as profissionais mulheres nas áreas de Operação e Manutenção. E essa parece uma tendência que chegou para ficar.

A despachante Andreza Gomes esta há 8 anos na TREL. “Há alguns anos havia poucas mulheres trabalhando na área mas, atualmente, tenho percebido uma certa mudança no setor. Ainda existe um pouco de preconceito por parte dos homens. Eles ainda nos enxergam como protagonistas do lar. É preciso mudar essa mentalidade”, ressaltou.

Há 18 anos na Transportes Machado, Ilza Mendes contou um pouco sobre como é ser mulher e cobradora. “Por ser a única cobradora mulher, eu virei uma verdadeira celebridade entre os passageiros. Eles elogiam muito o meu trabalho e pedem, frequentemente, para tirar fotos comigo.”, enfatizou.

A despachante Luciana Guimarães, há 9 anos na Fabio Transportes, falou sobre como a profissão surgiu em sua vida. Iniciei na Fabio como cobradora. Foram sete anos na profissão, até que, há dois anos, surgiu a oportunidade de me tornar despachante. São poucas mulheres na área e, no início, notei que existia um pouco de desconfiança da minha capacidade, mas nada que muito empenho e dedicação não resolvam”, afirmou.  Já a manobreira Patrícia Silva, também da Machado, ressaltou a sua felicidade ao desempenhar a função. “Ser manobreira sempre foi um sonho para mim. Ser a única mulher atuando nessa profissão na empresa é incrível e, ao mesmo tempo, um grande desafio. Por ser uma área ainda pouco ocupada por mulheres, todos os olhares estão voltados para mim”, contou.

 

Sonhos realizados

A motorista Fabiana Nogueira, da Fabio’s Transportes, também fez questão de enaltecer a sua realização. “Faz 1 ano e 6 meses que trabalho como motorista na Fabio’s.  Atuar na profissão sempre foi um grande sonho para mim.  Atualmente, sou a única motorista mulher na empresa.Tenho encontrado, diariamente, muitas mulheres exercendo a profissão e saber que eu também faço parte dessa mudança me deixa verdadeiramente realizada”, relatou.

Na Reginas, a operadora de Tráfego, Ana Carolina Ramos, começou como jovem aprendiz, foi contratada, exerceu várias funções, inclusive de vigilante, e hoje desempenha um papel estratégico para a operação da empresa. “Não senti nenhum tipo de preconceito nem por ser muito jovem nem por ser mulher”. Patrícia Azevedo da Silva é outra profissional que confirma a quebra de preconceitos no setor. Começou como cobradora, foi manobrista e atualmente é líder de manobra. “Identifiquei-me mais com a função de manobrista e a reação de todos foi muito tranquila”, conta ela que lidera uma equipe composta por homens.

A auxiliar de Supervisão Vilma Fátima Nicomédio de Oliveira tem 26 anos de Reginas e também é um exemplo de que a evolução profissional da mulher depende mais do esforço próprio e do fato de estar em empresa que dá oportunidades iguais às pessoas, independente do sexo. “Aqui foi o único lugar que eu trabalhei. Assumi um cargo que antes era ocupado por um homem e não tive qualquer problema”, afirmou.

A Reginas também conta com mulheres motoristas. Girlane Narciso Dantas Ferreira foi uma das primeiras a assumir essa função na empresa. Ela conta que teve que lutar para conquistar seu espaço, mas que entre os passageiros não percebe qualquer tipo de preconceito. Muito pelo contrário. Eles a elogiam muito, especialmente os idosos. “Eles dizem que as mulheres têm mais paciência e são mais atenciosas com eles”, revela.

Também na área de Manutenção a Reginas dá espaço para as mulheres. A controladora de pneus, Sandra Regina da Silva Braga, está na função há 10 anos. Ela lidera uma equipe de 11 pessoas, entre alinhadores e borracheiros. Sandra conta que sempre foi tratada com muito respeito e que procura manter uma ótima relação com todos da sua equipe.

O SETRANSDUC parabeniza a todas essas mulheres que mostram que com persistência e competência é possível superar desafios e vencer preconceitos.


Compartilhe: